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Curva de SEV online, com a resistividade aparente.
Cole ou digite as leituras da sondagem elétrica vertical no arranjo Schlumberger (AB/2, MN/2, ΔV e I, ou a resistividade aparente já calculada): a ferramenta calcula o K e a ρa, desenha a curva bilogarítmica com cada MN de uma cor e aponta as leituras que merecem conferência. Os dados ficam só no seu navegador; o PDF com a sua marca sai depois de um cadastro rápido.

Curva de SEV
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Cole as leituras ou use o exemplo para ver a curva.
A ferramenta não faz inversão nem interpreta as camadas. Ela calcula a resistividade aparente e desenha a curva medida. O ajuste do modelo de camadas é feito em programas de inversão e a interpretação é do geólogo responsável, com a geologia local e os poços da região.
Como ler
Como ler a curva de SEV.
A curva de SEV é o gráfico da sondagem elétrica vertical: a abertura AB/2 no eixo horizontal e a resistividade aparente (ρa) no vertical, os dois em escala logarítmica. A escala log é necessária porque o AB/2 vai de poucos metros a centenas e a resistividade varia em ordens de grandeza. Quanto maior o AB/2, mais fundo a corrente passa.
- Início da curva: reflete o terreno mais raso, o solo e o material superficial.
- Trechos que sobem: a corrente está chegando a material mais resistivo, como rocha sã ou camada seca.
- Trechos que descem: há material mais condutivo em profundidade, como argila, rocha alterada ou fraturada com água, ou água mais salina.
- Final da curva: subida forte indica base muito resistiva; queda indica base condutiva.
A mudança de direção aparece num AB/2 maior que a profundidade real da mudança de camada: a profundidade investigada é só uma fração do AB/2, e essa fração depende do contraste entre as camadas. Por isso a curva não mostra as camadas direto.
Como a ferramenta calcula.
No arranjo Schlumberger, com L = AB/2 e ℓ = MN/2, o fator geométrico é K = π · (L² − ℓ²) / (2ℓ), o mesmo que π · ((AB/2)² − (MN/2)²) / MN. A resistividade aparente é ρa = K · ΔV / I. Com ΔV em mV e I em mA a divisão já sai em V/A, sem converter.
Exemplo ilustrativo: AB/2 = 10 m e MN/2 = 1 m dão K = π · (100 − 1) / 2 ≈ 155,5 m. Com ΔV = 20 mV e I = 100 mA, ρa ≈ 155,5 × 20 ÷ 100 ≈ 31,1 Ω·m. Essa leitura está no exemplo da ferramenta.
A ferramenta avisa quando o MN passa de um quinto do AB (MN/2 maior que AB/2 ÷ 5), quando o AB/2 sai da ordem crescente, quando há valor zero ou negativo e quando a curva dá um salto de mais de 25% na troca do MN. Confira no manual do resistivímetro se o valor exibido já é a resistividade (com o K) ou a resistência ΔV/I.
Tipos de curva: H, K, A e Q.
Com três camadas, a forma da curva depende de como as resistividades se comparam. Os tipos clássicos:
- H: a camada do meio é a menos resistiva. A curva desce e depois sobe.
- K: a camada do meio é a mais resistiva. A curva sobe e depois desce.
- A: a resistividade aumenta com a profundidade. A curva só sobe.
- Q: a resistividade diminui com a profundidade. A curva só desce.
Com mais camadas as letras se combinam (HK, KH). A ferramenta só sugere a forma, como indicativo, quando a curva desce e sobe (ou sobe e desce) com clareza; uma curva que só sobe ou só desce pode ser de duas ou de três camadas, e a forma sozinha não decide.
Limitações: equivalência e camadas finas.
Modelos diferentes podem produzir curvas praticamente iguais. Numa camada mais resistiva que as vizinhas, a curva define bem o produto resistividade × espessura; numa camada mais condutiva, define a espessura dividida pela resistividade. Na prática, duas combinações de espessura e resistividade explicam o mesmo dado. Uma camada fina, com resistividade intermediária, pode nem aparecer. E resistividade baixa pode ser água, mas também argila ou água salobra.
Por isso o ajuste do modelo de camadas (a inversão) é feito em programas próprios e revisado pelo geólogo, que usa a geologia local e os poços vizinhos para escolher entre os modelos possíveis. Esta ferramenta não substitui essa etapa.
Como a SEV entra na locação do poço.
A SEV indica o que esperar embaixo do ponto: a profundidade provável da rocha, a espessura do solo e do manto de alteração e os intervalos com resistividade compatível com material saturado. Com SEVs em pontos diferentes da propriedade, dá para comparar as opções e indicar um ponto principal e um alternativo. Para o dono de empresa de perfuração, isso pesa no orçamento por metro perfurado, que parte da profundidade esperada.
No cristalino, a SEV sozinha raramente basta: as fraturas com água são estreitas e inclinadas, e o caminhamento elétrico ou a tomografia mostram melhor essa variação lateral. Para o passo a passo do ensaio, leia o guia da sondagem elétrica vertical (SEV); para comparar os métodos de locação, o guia do estudo geofísico para poço artesiano.
No SisPoços
Cada estudo geofísico junto do poço certo.
Chega de relatório de geofísica perdido em e-mail, pasta e conversa de WhatsApp. No SisPoços cada estudo fica junto do poço, você mostra ao cliente por que aquele ponto foi escolhido e, com o tempo, sabe em quais locações da sua região dá para confiar: menos surpresa na perfuração e orçamento mais seguro.
Dúvidas frequentes
Dúvidas sobre a curva de SEV.
O que mais perguntam sobre o cálculo e a leitura da curva.
Ficou alguma dúvida?
Pergunte no WhatsApp. A conversa é com quem entende de empresa de perfuração.
01
O que é a curva de SEV?
É o gráfico da sondagem elétrica vertical: a abertura AB/2 no eixo horizontal e a resistividade aparente no vertical, os dois em escala logarítmica. A forma da curva mostra como a resistividade muda com a profundidade embaixo do ponto.
02
Como se calcula o K no arranjo Schlumberger?
K = π · ((AB/2)² − (MN/2)²) / (2 · MN/2), o mesmo que π · ((AB/2)² − (MN/2)²) / MN. A resistividade aparente é ρa = K · ΔV / I. Com AB/2 = 10 m e MN/2 = 1 m, o K fica perto de 155,5 m.
03
A ferramenta faz a inversão e mostra as camadas?
Não. Ela calcula a resistividade aparente e desenha a curva medida. O ajuste do modelo de camadas é feito em programas de inversão e a interpretação é do geólogo, com a geologia local e os poços da região.
04
Por que a curva dá um salto quando troco o MN?
Variações rasas do terreno perto de M e N afetam cada MN de um jeito, e o trecho inteiro se desloca. Meça uma ou duas aberturas com os dois MN na troca: a ferramenta mostra cada MN com uma cor e avisa quando a diferença na emenda passa de 25%.
05
Qual o tamanho máximo do MN?
A regra usada na prática é MN não passar de um quinto de AB, ou seja, MN/2 até AB/2 dividido por 5. Acima disso a ferramenta avisa. MN/2 igual ou maior que AB/2 é erro de leitura ou de digitação.
06
Os dados que eu digito são enviados?
Não. As contas e o gráfico são feitos no seu navegador. Para baixar o PDF pedimos seu nome e WhatsApp uma vez, mas as leituras e a logo não saem do seu computador ou celular.
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