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Rotatividade de funcionários na empresa de perfuração de poços: como reduzir

Por que ajudantes e operadores de perfuratriz saem, quanto custa cada troca (máquina parada, retrabalho, acidente) e um plano simples para segurar quem é bom na empresa de perfuração de poços.

Operador de perfuratriz experiente e ajudante novo, os dois de capacete, óculos de proteção e luvas, segurando juntos uma haste ao lado da máquina de perfuração em terreno de terra vermelha

A rotatividade de funcionários na empresa de perfuração de poços é o entra e sai de ajudantes, operadores de perfuratriz e motoristas que não ficam nem uma temporada.

Esse turnover, como o pessoal de RH chama, custa caro: cada saída deixa máquina parada, serviço refeito, risco de acidente e semanas ensinando alguém do zero.

Para reduzir, o dono de empresa de perfuração precisa contratar com mais critério, receber bem o novato, acompanhar de perto e ter um plano para segurar quem é bom.

Este texto mostra por que a turma vai embora, como fazer a conta do prejuízo e o que fazer, passo a passo, para a equipe parar de mudar a cada mês.

Por que o entra e sai de gente pesa tanto no poço

Em escritório, quando alguém pede as contas, o serviço atrasa. Na perfuração de um poço artesiano, o serviço para. Sem um ajudante que saiba manusear a haste e preparar a lama, o sondador não toca a máquina sozinho. Sem motorista, o caminhão não sai do pátio.

Os estragos aparecem em cadeia:

  • Dinheiro gasto à toa: acerto da rescisão, exame admissional, EPI novo, dias pagos para alguém que ainda está aprendendo.
  • Experiência que vai embora: o ajudante antigo sabia o jeito de cada terreno, onde a broca costuma prender e como a perfuratriz avisa que algo vai mal. O novo não sabe.
  • Turma sobrecarregada: quem fica faz o próprio serviço e ainda ensina o novato, tudo debaixo de sol e poeira.
  • Menos metros perfurados por dia: equipe desfalcada perfura mais devagar e erra mais.
  • Clima ruim: quando cada mês chega uma cara nova, ninguém confia em ninguém, e a vontade de sair se espalha.

Quanto custa perder um ajudante ou um operador de perfuratriz

Pouca gente faz essa conta, e é ela que mostra o tamanho do problema. Pegue a última saída da sua equipe e some:

  1. Rescisão e acertos do funcionário que saiu.
  2. Custo de contratar o substituto: anúncio, exame, uniforme, EPI, documentação.
  3. Dias de máquina parada ou trabalhando com equipe incompleta.
  4. Serviço refeito: revestimento mal colocado, pré-filtro errado, bomba instalada fora do lugar.
  5. Peças quebradas ou perdidas por falta de prática (broca, haste, ferramenta esquecida no local do poço).
  6. Semanas em que o novato produz menos e ocupa o tempo do sondador ensinando.

Um exemplo com números redondos, só para ilustrar: três dias de perfuratriz parada, mais um poço em que foi preciso voltar para corrigir o revestimento, mais um mês de aprendizado do novato.

Some esses três itens e compare com o salário do cargo: dependendo da função, o total pode passar de alguns meses de salário.

E ainda existe o pior custo, que não entra na planilha: acidente. Quem não conhece a máquina corre mais risco de se machucar, e um acidente pode parar a empresa inteira.

Quando a conta é feita, fica claro que pagar um pouco mais ou cuidar melhor de quem já está na equipe sai mais barato do que trocar de gente todo mês.

Os motivos mais comuns para a equipe pedir as contas

Antes de resolver, vale entender o que faz o pessoal ir embora. Nas empresas de perfuração, os motivos costumam se repetir:

  1. Pagamento abaixo do vizinho: o concorrente da cidade ao lado paga um pouco mais por dia ou por metro, e o ajudante muda de lado.
  2. Esforço que ninguém vê: o sujeito destravou a broca, salvou o poço, e o dono só fala com ele quando algo dá errado.
  3. Nenhuma chance de subir: o ajudante passa anos na mesma função, sem perspectiva de virar operador.
  4. Clima pesado no serviço: grito, briga entre a turma, dias fora de casa sem estrutura para dormir e comer.
  5. Chefe que não orienta: ordens mudam toda hora, ninguém sabe direito o que tem que fazer no dia.
  6. Contratação no improviso: entrou o primeiro que apareceu, sem saber se aguentava a rotina de viagem e trabalho pesado.

Quase sempre é mais de um motivo junto. Por isso, a solução também não é uma ação só.

Como reduzir a rotatividade de funcionários na empresa de perfuração de poços

1. Contrate com mais critério

Muita saída começa no dia da contratação. Para errar menos:

  • Escreva o que a função exige de verdade: força física, carteira de motorista, disposição para passar a semana fora, experiência com perfuratriz.
  • Faça as mesmas perguntas a todos os candidatos, para comparar com justiça.
  • Conte a rotina sem enfeitar: horário, viagens, poeira, chuva, dias longe da família. Quem aceita sabendo, fica mais.
  • Observe se a pessoa combina com a turma, não só se sabe o serviço. Um bom ajudante que briga com todo mundo vai embora rápido ou leva outro junto.
  • Peça referência de quem já trabalhou com ela, de preferência outro perfurador.

2. Receba bem o novato nas primeiras semanas

Os primeiros dias decidem se a pessoa fica. Coloque o novato ao lado de alguém experiente, explique as regras de segurança antes de ligar a máquina e mostre o passo a passo de cada tipo de serviço.

Passe o serviço do dia por escrito, no papel ou no celular, com o que fazer, onde ir e quais materiais levar. Assim o novato não depende de lembrar de cabeça tudo o que ouviu no primeiro dia.

Saiba mais sobre por que vale a pena usar ordem de serviço na perfuração de poços.

3. Pague de forma justa e clara

  • Saiba quanto as empresas de perfuração da sua região pagam para cada função, conversando com fornecedores e outros perfuradores.
  • Deixe claro quanto ganha o ajudante, o operador e o motorista, e o que cada um precisa fazer para subir.
  • Pense em benefícios que fazem diferença na rotina: diária bem paga, alojamento decente, alimentação em dia, folga combinada depois de semanas de viagem.
  • Crie um prêmio ligado a resultado: metros perfurados, poço entregue no prazo, mês sem acidente e sem retrabalho.

Para pagar prêmio sem apertar o caixa, é preciso conhecer a margem de lucro de cada poço.

Anote, poço a poço, o que entrou e o que saiu: diesel, diária, revestimento, bomba, alimentação. Uma planilha simples já mostra quanto a empresa pode dividir com a equipe. Para ir além, veja como acompanhar o financeiro de cada poço.

4. Mostre que dá para crescer na empresa

O ajudante que enxerga um caminho até operador de perfuratriz pensa duas vezes antes de sair. Algumas ideias:

  • Desenhe as etapas: ajudante, ajudante experiente, operador auxiliar, operador.
  • Deixe o ajudante mais dedicado operar a máquina com o sondador do lado, aos poucos.
  • Faça o sondador mais velho virar padrinho dos novos, e reconheça isso no pagamento.
  • Pague cursos que tragam valor para a empresa: segurança, manutenção de bomba, elétrica básica, carteira de categoria maior para o motorista.

5. Cuide do clima no dia a dia

Ninguém quer passar a semana inteira longe de casa num ambiente de briga. Para melhorar:

  • Corrija em particular e elogie na frente da turma.
  • Converse com a equipe com frequência, e não só quando dá problema.
  • Estimule que um ajude o outro, em vez de cada um cuidar só da própria parte.
  • Deixe claro como avisar sobre problema na máquina, falta de peça ou situação de risco, sem medo de bronca.

Muita briga nasce de informação desencontrada: o motorista foi para o endereço errado, o ajudante não levou o material certo.

Combine que o serviço do dia sempre sai por escrito na véspera, com a localização do poço e a lista do que levar. Pode ser uma mensagem fixada no grupo do WhatsApp da equipe.

Há aplicativos de ordem de serviço que fazem o mesmo, e alguns funcionam até sem sinal no sítio. Saiba mais sobre como funciona um aplicativo para a equipe de poços.

6. Prepare quem comanda a turma

Muitas vezes o funcionário não sai da empresa, sai do chefe. Se o sondador comanda a equipe, ele também precisa aprender a liderar:

  • Converse com ele sobre como orientar sem gritar.
  • Combine metas que a equipe consegue cumprir, como metros por dia conforme o terreno.
  • Peça que ele dê retorno para cada ajudante, falando o que está bom e o que precisa melhorar.
  • Se você mesmo é quem lidera, faça a mesma reflexão: como a turma se sente depois de uma conversa com você?

Um plano simples para segurar quem é bom

Ações soltas ajudam, mas um plano dá resultado mais firme. Siga esta ordem:

  1. Olhe o retrato atual: quantos saíram no último ano, de quais funções e por quê. Pergunte a quem saiu, se possível.
  2. Defina um alvo: por exemplo, ficar seis meses sem perder ninguém da equipe da perfuratriz.
  3. Escolha as ações: pegue duas ou três das ideias acima que atacam os motivos que você encontrou.
  4. Comece aos poucos: mude uma coisa por vez, para a equipe se acostumar e você ver o que funciona.
  5. Acompanhe todo mês: confira se o plano está andando e ajuste o que não deu certo.

Como saber se está funcionando

Não precisa de planilha complicada. Anote, mês a mês:

  • Quantas pessoas saíram no mês e no ano.
  • Quanto tempo, em média, cada funcionário fica na empresa.
  • Como a equipe está se sentindo, numa conversa rápida ou numa pergunta simples de 0 a 10.
  • Quanto foi gasto com rescisão, contratação e treinamento.
  • Quantos metros a equipe perfurou e quantos serviços precisaram ser refeitos.

Guarde também os dados de cada poço (profundidade, revestimento, níveis e vazão, por exemplo) num lugar da empresa, seja pasta, planilha ou sistema, e não no caderno de quem foi embora. Um modelo padrão ajuda: veja o que entra num relatório de perfuração de poço.

Assim fica mais fácil comparar a produção antes e depois das mudanças, e o histórico de cada serviço continua na empresa mesmo quando alguém sai.

O que muda quando a equipe para de trocar

Quando o dono de empresa de perfuração leva isso a sério, os efeitos aparecem com o tempo.

A turma passa a se entender sem precisar falar, a máquina tende a parar menos, o retrabalho cai e o dinheiro que ia para rescisão e contratação volta para o caixa.

O cliente percebe também: ele é atendido por gente que conhece o serviço e sabe explicar o que está fazendo no poço dele.

Um exemplo hipotético: o Seu Antônio tem uma empresa de perfuração em Patos de Minas e trocava de ajudante quase todo mês.

Ele começou a contratar contando a rotina sem enfeite, colocou o novato sempre ao lado do sondador mais experiente e criou um prêmio por poço entregue sem retrabalho.

A equipe que viaja com ele hoje é a mesma de um ano atrás, e ele não perde mais as manhãs ensinando o básico.

Resumo: equipe que fica é equipe que produz

Para reduzir a rotatividade de funcionários na empresa de perfuração de poços, junte várias ações pequenas: contratar com critério, receber bem quem chega, pagar de forma justa, mostrar caminho para crescer, cuidar do clima e preparar quem lidera.

Faça a conta do quanto cada saída custa e comece pelas ações que atacam os seus motivos.

Perguntas frequentes

Quanto custa perder um ajudante na empresa de perfuração?

Depende da sua realidade, mas a conta inclui rescisão, contratação do substituto, dias de máquina parada, serviço refeito e o tempo que o sondador gasta ensinando o novato. Some esses itens na última saída da sua equipe e compare com o salário do cargo: dependendo da função, o total pode passar de alguns meses de salário.

Por que os ajudantes de perfuração saem tão rápido?

Os motivos mais comuns são pagamento abaixo do concorrente da região, falta de reconhecimento, nenhuma chance de virar operador, clima ruim na equipe e contratação feita sem explicar a rotina de viagem e trabalho pesado. Quase sempre é mais de um motivo ao mesmo tempo.

Como treinar um ajudante novo sem parar a perfuratriz?

Coloque o novato sempre ao lado de alguém experiente, explique as regras de segurança antes de ligar a máquina e passe as tarefas do dia por escrito, numa ordem de serviço com checklist. Assim ele aprende trabalhando e não depende de lembrar tudo de cabeça.

Vale a pena pagar prêmio por produção para a equipe de perfuração?

Vale, desde que o prêmio seja ligado a resultado claro, como metros perfurados, poço entregue no prazo e mês sem acidente nem retrabalho. Antes, confira a margem de lucro de cada poço para saber quanto a empresa pode dividir sem apertar o caixa.

Como saber se a rotatividade da minha empresa está alta?

Anote todo mês quantas pessoas saíram, quanto tempo cada uma ficou e quanto foi gasto com rescisão, contratação e treinamento. Se a equipe da perfuratriz muda várias vezes no ano, a rotatividade está alta e já está comendo a sua margem de lucro.

O que fazer para o ajudante bom não ir para o concorrente?

Pague de forma justa e clara, mostre o caminho para ele virar operador, reconheça o esforço na frente da turma e cuide da estrutura nas viagens, como alojamento e alimentação. Quem enxerga futuro na empresa pensa duas vezes antes de trocar por pouca diferença de pagamento.